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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A Menina dos Brincos de Ouro

Uma Mãe, que era muito má (severa e rude) para os filhos, deu de presente a sua filhinha um par de brincos de ouro.
Quando a menina ia à fonte buscar água e tomar banho, costumava tirar os brincos e botá-los em cima de uma pedra.
Um dia ela foi à fonte, tomou banho, encheu o pote e voltou para casa, esquecendo-se dos brincos.
Chegando em casa, deu por falta deles e com medo da mãe brigar com ela e castigá-la correu à fonte para buscar os brincos.
Chegando lá, encontrou um velho muito feio que a agarrou, botou-a nas costas e levou consigo.
O velho pegou a menina, meteu ela dentro de um surrão (um saco de couro), coseu o surrão e disse à menina que ia sair com ela de porta em porta para ganhar a vida e que, quando ele ordenasse, ela cantasse dentro do surrão senão ele bateria com o bordão (cajado).
Em todo lugar que chegava, botava o surrão no chão e dizia:

Canta, canta meu surrão,
Senão te bato com este bordão.


E o surrão cantava:

Neste surrão me puseram,
Neste surrão hei de morrer,
Por causa de uns brincos de ouro
Que na fonte eu deixei.


Todo mundo ficava admirado e dava dinheiro ao velho.
Quando foi um dia, ele chegou à casa da mãe da menina que reconheceu logo a voz da filha. Então convidaram Ele para comer e beber e, como já era tarde, insistiram muito com ele para dormir.
De noite, já bêbado, ele ferrou num sono muito pesado.
As moças foram, abriram o surrão e tiraram a menina que já estava muito fraca, quase para morrer. Em lugar da menina, encheram o surrão de excrementos.
No dia seguinte, o velho acordou, pegou no surrão, botou às costas e foi-se embora. Adiante em uma casa, perguntou se queriam ouvir um surrão cantar. Botou o surrão no chão e disse:

Canta,canta meu surrão,
Senão te bato com este bordão.
Nada. O surrão calado. Repetiu ainda. Nada.

Então o velho bateu com o cajado no surrão que se arrebentou todo e lhe mostrou a peça que as moças tinham pregado.
Robson A Santos

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Menina e o Vampiro




Era uma vez uma menina chamada Patrícia que adorava sair para brincar na rua longe da sua mãe.
A mãe sempre avisava:
- Patrícia: não vá muito longe.
Mas não adiantava. Patrícia não obedecia.
Começou brincando perto de casa, com os vizinhos de perto. Logo estava brincando no fim da rua. Depois no outro quarteirão. E no outro.
A mãe saía atrás da Patrícia:
- Patrícia! Hora de fazer tarefa!
E às vezes sabe o que a menina fazia? Se escondia atrás de uma árvore ou de um muro para a mãe não vê-la e ela não ter que fazer tarefa.
Um dia Patrícia saiu de casa depois do almoço. Foi brincando e brincando cada vez mais longe. E quando deu por si estava em outro bairro, sozinha, longe de tudo que ela conhecia.
Para piorar estava anoitecendo e a Patrícia longe de casa. Era a primeira vez que ela ia tão longe.
- Deixe-me ver: se eu for reto aqui saio na rua do meu bairro.
E como tinha descoberto o caminho de casa começou a andar lentamente de volta, brincando pelo caminho.
A noite caiu e Patrícia continuava a andar de volta. Passou por um beco escuro e nem percebeu que dois olhos brilhantes a observavam.
A menina ia calmamente pela rua. E do beco escuro saiu um vulto que ia atrás dela. A menina andava tranquila. E o vulto a acompanhava de perto.
De repente o vulto pisou no rabo de um gato, que gritou. Patrícia olhou para trás e viu pelo rabo dos olhos o vulto se aproximar. E começou a andar mais rápido.
O vulto também começou a andar mais rápido. Patrícia apertou o passo e o vulto também. Patrícia olhou para trás e pode ver o brilho de dois dentes caninos pontiagudos. Agora ela tinha certeza: era um vampiro que estava atrás dela!
Patrícia começou a correr. E o vulto também corria. Só que como ele era adulto corria mais que ela. E estava se aproximando rápido. Rápido. Cada vez mais rápido.
Patrícia corria mas não conseguia fugir. O vampiro estava bem perto dela agora. Patrícia estava quase ao alcance das mãos do vampiro. E corria o mais que podia.
O vampiro até deu uma risada enquanto ia pra cima da menina. Por sorte nessa hora o vampiro pisou numa casca de banana e caiu de cabeça no chão. Ficou meio tonto e Patrícia conseguiu chegar na rua de sua casa.
Entrou em casa como um foguete e fechou a porta atrás dela.
Contou toda história para sua mãe e prometeu:
- De hoje em diante só brinco no portão de casa.

Autor da História:  Emílio Carlos

http://algumashistoriasinfantis.blogspot.com.br/2012/03/menina-e-o-vampiro.html

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O pássaro que enganou o gato

Gato a falar com o canárioCerto dia, um gato muito sabichão caminhava sobre o telhado de uma casa, quando avistou um canarinho assobiando, em um fio da rede elétrica.

“Ei! Belo pássaro cantor, já sabe da novidade?” Disse o bichano olhando para o alto.

“Que novidade?” Perguntou o passarinho, já desconfiado.

“Uma nova lei foi aprovada... Agora todos os bichos terão de ser amigos, não haverá mais rivalidade, nem presas, nem predadores e todos terão que viver em harmonia”.

“Sério?!!” Questionou o canário.

“Sim, e para comemorar, voe até aqui e venha-me dar um abraço, sejamos amigos!”.

“Tudo bem” disse o canário, ”Vou pousar próximo à casinha do Rex, aquele grande pastor alemão ali no quintal e então nos abraçaremos e comemoraremos os três juntos”.

Gato a tentar apanhar o pássaroOuvindo isto, o felino saltou tentando agarrar o pássaro, que voou rapidamente e gargalhou do gato.

“Lei nova... ha, ha, ha, ha!!!

O gato saiu frustrado e resmungando, pois não contava com a astúcia do pequeno pássaro. 
Desconheço o autor.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

A flor

Catherine Simpson
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Quem sabe como, conseguiu crescer
e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza.
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor.
Logo pensou em Deus.
Cortou a flor e a levou para a igreja.
Mas, após uma semana a flor tinha morrido.
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal
de vida no meio de tanta tristeza.
Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus,
agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para
não matá-la.
Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu...
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras.
Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal
de vida no meio de tanta tristeza.
Passou uma criança e achou que aquela flor era
parecida com ela: bonita, mas sozinha.
Decidiu voltar todos os dias.
Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou,
depois fez um canteiro,colocou adubo...
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor,
havia um jardim....
Assim se cultiva uma amizade...

Autor desconhecido

domingo, 12 de julho de 2015

Cinderela

Imagem retirada do Google. Desconheço o autor.
loish.net
Era uma vez no tempo dos reis e rainhas, uma linda menina que se chamava Cinderela. Ela morava com uma madrasta, muito má! A madrasta de Cinderela tinha duas filhas. Essas irmãs de Cinderela eram duas moças muito egoístas e que não gostavam de trabalhar. Em casa, era Cinderela que tinha de fazer tudo. Um dia Cinderela ajudou as irmãs a se vestirem para um grande baile. Mas sua madrasta havia impedido Cinderela de ir ao baile, pois tinha afazeres domésticos para terminar. Delegou tanta coisa à Cinderela que ela jamais terminaria em tempo de ir ao baile. Pobre Cinderela!
Seus amiguinhos, inconformados com a situação, se puseram a trabalhar, para confeccionar um lindo vestido para que Cinderela, pudesse ir ao baile também. Sim, o vestido estava pronto e Cinderela podia ir ao baile, como suas irmãs. 

fanpop
http://nayumi-green.deviantart.com/
Uma abóbora que havia na cozinha logo se transformou numa bela carruagem. Seus amiguinhos, a fada madrinha os transformou em cocheiro e mordomo. Todos queriam colaborar e levar Cinderela ao baile. A roupa velha de Cinderela virou um vestido de cetim.
- Vá e se divirta - disse a velhinha
- Mas trate de voltar para casa antes de bater meia-noite.
E Cinderela chega ao baile.
Logo o príncipe se encanta e a tira para dançar. No palácio, a beleza e a simpatia de Cinderela conquistaram a todos. 

kelogsloops.deviantart.com
O príncipe dançou com ela muitas vezes. O tempo passou depressa e, para surpresa dela, o relógio do palácio começou a bater meia-noite. Cinderela logo se lembrou do aviso da madrinha. Assustada, Cinderela fugiu correndo, mas deixou cair um pequenino sapato de vidro.
http://nayumi-green.deviantart.com/
 O príncipe pegou o sapato e decidiu que havia de casar com a sua dona que havia conquistado o seu coração. Uma carta do reino chega à casa de Cinderela anunciando a chegada do príncipe. O príncipe procurou por todo o reino. Finalmente chegou à casa onde morava Cinderela. As irmãs experimentaram calçar o sapato, mas seus pés eram grandes demais. Até que chegou a vez de Cinderela, depois de muito custo pois a madrasta havia trancado a pobre moça. Mas com a ajuda de seus amiguinhos, ela consegue chegar a tempo de poder provar o sapatinho. O sapato deu certinho no pé de Cinderela. Vibrando de alegria, o príncipe pediu Cinderela em casamento. O rei estava feliz porque seu filho havia encontrado uma linda moça que se tornaria a mais linda princesa de seu reino. Portanto, viveram felizes para sempre.
http://www.contandohistoria.com/cinderela.htm
Imagem retirada do Google.

sábado, 20 de junho de 2015

Aladdin

O Sultão estava furioso porque sua filha, a princesa Jasmine, não queria casar-se.
Aladdin, um mendigo ainda jovem, queria casar-se com a princesa, mas ele era muito pobre.
"Vamos procurar a lâmpada maravilhosa, disse ele ao seu macaquinho Abu, e então, eu ficarei rico."
Depois de uma longa caminhada pelo deserto, Aladdin descobriu a entrada da Caverna das Maravilhas.
"A lâmpada está lá dentro!" exclomou o jovem, enquanto corria para dentro da caverna.
 "Olha, Abu, quanta riqueza!

Mas não toque em nada enquanto eu procuro a lâmpada."
Tarde demais! Abu já tinha se jogado sobre um enorme rubi.
Nesse instante, eles ouvem um estrondo na caverna.
Então, um rio de lava começa invadir a caverna.
"Que besteira você fez, Abu?
Por tua causa, agora estamos presos aqui!"
Felizmente, um tapete mágico salva Aladdin.

"Sobe depressa, Abu! Eu tenho a lâmpada!"
O tapete mágico deixa os dois amigos num canto tranqüilo da Caverna.
Para ganhar o perdão de Aladdin, Abu leva a lâmpada até ele. "Como está suja!"exclamou Aladdin limpando a lâmpada.

De repente, uma espessa fumaça azul saiu da lâmpada e tomou a forma de um gigante.
"Bom-dia. Mestre! Eu sou o Gênio da lâmpada, eu realizarei todos os seus desejos.
- Você é capaz de nos tirar daqui? perguntou Aladdin.

- Claro! afirma o gênio.
"Muito obrigado, Gênio! Agora quero que você me transforme em um príncipe!"
Aladdin, transformado no príncipe Ali, dirigiu-se ao palácio.

"Majestade, eu venho pedir a mão de sua filha!"
"Eu concordo, respondeu o Sultão.
Mas cabe a Jasmine dar a palavra final!"


Depois de um longo passeio no tapete mágico,
Jasmine apaixona-se pelo jovem príncipe.
Finalmente, Aladdin vê realizado o seu sonho.

A partir de então, o Gênio ia diariamente parabenizar o futuro casal.

Tenham uma ótima semana baixinhos!!

domingo, 17 de maio de 2015

O Corvo e o Jarro

Imagem retirada do Google.

Um corvo, quase morto de sede, foi a um jarro, onde pensou encontrar água. Quando meteu o bico pela borda do jarro, verificou que só havia um restinho no fundo. Era difícil alcançá-la com o bico, pois o jarro era muito alto.
Depois de várias tentativas, precisou desistir, desesperado.
Surgiu, então, uma idéia em seu cérebro.   Apanhou um seixo e jogou-o no fundo do jarro. Jogou mais um e muitos outros.
Com alegria verificou que a água vinha, aos poucos, se aproximando da borda.  Jogou mais alguns seixos e conseguiu matar a sede, salvando a vida.
Moral:  Água  mole  em  pedra  dura  tanto  bate  até  que  fura.
http://www.asaprodutovirtual.com.br/fabulas/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A reunião geral dos ratos

Imagem retirada do Google.
Uma vez os ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um jeito de acabar com aquele eterno transtorno.
Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato; assim,  sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo.
Todo mundo bateu palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto.
O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda a certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato ?
Moral:  Inventar  é  uma  coisa,   fazer  é  outra.
http://www.asaprodutovirtual.com.br/fabulas/

domingo, 12 de abril de 2015

O Pescador Flautista

Um pescador que gostava mais de música que das redes começou a tocar flauta quando viu peixes no mar.  
Achava que ouvindo aquilo os peixes iam pular para a praia.
Vendo que eles continuavam dentro da água, o pescador pegou uma rede e apanhou um belo cardume, que arrastou para a terra.
Quando viu os peixes pulando e batendo a cauda na areia ele sorriu e disse:
__  Como vocês não quiseram dançar ao som da minha flauta,  também não vou permitir que dancem agora !
Moral:  Fazer a coisa certa na hora certa é uma grande arte.
http://www.asaprodutovirtual.com.br/fabulas/

O Lobo e o Cão



Um lobo e um cão se encontraram num caminho.  Disse o lobo:
__ Companheiro, você está com ótimo aspecto:  gordo, o pelo lustroso...  Estou até com inveja !
__ Ora,  faça como eu __ respondeu o cão.  __ Arranje um bom amo.  Eu tenho comida na hora certa, sou bem tratado... Minha única obrigação é latir à noite, quando aparecem ladrões. Venha comigo e você terá o mesmo tratamento.
O lobo achou ótima idéia e se puseram a caminho.
Mas, de repente, o lobo reparou numa coisa.
__ O que é isso no seu pescoço, amigo ?  Parece
um pouco esfolado... __ observou ele.
__ Bem __ disse o cão __ isso é da coleira.  Sabe ?  Durante o dia, meu amo me prende com uma coleira, que é para eu não assustar as pessoas que vêm visitá-lo.
O lobo se despediu do amigo ali mesmo:
__ Vamos esquecer __ disse ele. __ Prefiro minha liberdade à sua fartura.
Moral:  Antes faminto, mas livre, do que gordo, mas cativo.
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O Leão e o Mosquito



Um leão ficou com raiva de um mosquito que não parava de zumbir ao redor de sua cabeça,  mas o mosquito não deu a mínima.
__ Você está achando que vou ficar com medo de você só porque você pensa que é rei ?  __  disse ele altivo, e em seguida voou para o leão e deu uma picada ardida no seu focinho.
Indignado, o leão deu uma patada no mosquito, mas a única coisa que conseguiu foi arranhar-se com as próprias garras.  
O mosquito continuou picando o leão, que começou a urrar como um louco.  No fim, exausto,  enfurecido e coberto de feridas provocadas por seus próprios dentes e garras,  o leão se rendeu.  
O mosquito foi embora zumbindo para contar a todo mundo que tinha vencido o leão, mas entrou direto numa teia de aranha.  Ali o vencedor do rei dos animais encontrou seu triste fim, comido por uma aranha minúscula.
Moral:  Muitas vezes o menor de nossos inimigos é o mais temível.
http://www.asaprodutovirtual.com.br/fabulas/

sexta-feira, 27 de março de 2015

O Burro e seu condutor

Imagem retirada do Google.  
Um burro que estava sendo conduzido por uma estrada conseguiu se soltar de seu condutor e saiu correndo o mais depressa que pôde, na direção de um precipício.  Já ia caindo quando seu condutor chegou correndo e conseguiu segurar seu rabo. Começou a puxar o burro pelo rabo com toda a força, tentando levar o animal para um lugar seguro.  O burro,  porém,  aborrecido com a interferência, fazia força na direção oposta,  e o homem acabou sendo obrigado a largá-lo.
__ Bom, Jack __ disse o condutor __, se você quer dar as ordens, não posso impedi-lo.
Moral:  Os animais teimosos devem seguir seus caminhos.

http://www.asaprodutovirtual.com.br/fabulas/

domingo, 15 de março de 2015

O Garoto Pastor e o Lobo


Um Jovem Pastor de ovelhas, encarregado que fora de tomar conta de um rebanho perto de um vilarejo, por três ou quatro vezes, fez com que os moradores e donos dos animais, viessem correndo apavorados ao local do pasto, sempre motivados pelos seus desesperados gritos: "Lobo! Lobo!".

E quando eles se aproximavam do local do pastoreio, imaginando que o jovem estava em apuros com o Lobo, lá estava ele sempre a zombar do pavor que todos estavam sentindo.

O Lobo, entretanto, por fim, de fato se aproximou do rebanho. Então, o jovem pastor, agora realmente apavorado, tomado pelo terror e aflição, gritava desesperado: "Por Favor, venham me ajudar; o Lobo está matando todo o rebanho!".

Mas, dessa vez seus gritos foram em vão, e ninguém mais deu ouvidos aos seus apelos.
Moral da História: Ninguém acredita em um mentiroso, mesmo quando ele fala a verdade...

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Cego e o Filhote de Lobo

Um cego estava acostumado a distinguir diferentes animais tocando-os com suas mãos.
Um filhote de lobo foi então trazido até ele com a orientação de que deveria apalpá-lo e, dizer o que era.
Ele correu as mãos sobre o animal e estando em dúvida, disse:
- Eu com certeza não sei se isto é o filhote de uma raposa ou o filhote de um lobo; mas de uma coisa eu tenho certeza, ele jamais seria bem vindo dentro de um curral de ovelhas.
Esopo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O burro e o cachorrinho

Um homem tinha um burro e um cachorrinho. O cachorro era muito bem cuidado por seu dono, que brincava com ele, deixava que dormisse no seu colo e sempre que saía para um jantar voltava trazendo alguma coisa boa para ele. O burro também era muito bem cuidado por seu dono. Tinha um estábulo confortável, ganhava muito feno e muita aveia, mas em compensação tinha que trabalhar no moinho moendo trigo e carregar cargas pesadas do campo para o paiol. Sempre pensava na vida boa do cachorrinho, que só se divertia e não era obrigado a fazer nada, o burro se chateava com a trabalheira que ficava por conta dele.
"Quem sabe se eu fizer tudo o que o cachorro faz nosso dono me trata do mesmo jeito?", pensou ele.
Pensou e fez. Um belo dia soltou-se do estábulo e entrou na casa do dono saltitando como tinha visto o cachorro fazer. Só que, como era um animal grande e atrapalhado, acabou derrubando a mesa e quebrando a louça toda. Quando tentou pular para o colo do dono, os empregados acharam que ele estava querendo matar o patrão e começaram a bater nele com varas até ele fugir da casa correndo. Mais tarde, todo dolorido em seu estábulo, o burro pensava: "Pronto, me dei mal. Mas bem que eu merecia. Por que não fiquei contente com o que eu sou em vez de tentar copiar as palhaçadas daquele cachorrinho?"
Moral: É burrice tentar ser uma coisa que não se é.
http://metaforas.com.br/o-burro-e-o-cachorrinho

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Caracol Invejoso

Imagem retirada do Google.

O caracolzinho sentia-se muito infeliz. Via que quase todos os animais eram mais ágeis do que ele. Uns brincavam, outros saltavam. E ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça! - Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os males! dizia ele, bastante frustrado. Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada conseguiam. - Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça, para alguma coisa foi, disse-lhe a tartaruga, que se encontrava em situação semelhante à dele. - Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão? perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos conselhos. Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações, que todos o abandonaram. E ele continuava com sua carapaça às costas, cada vez mais pesada para o seu gosto. Um dia, desabou uma tempestade. Choveu durante
Imagem retirada do Google.
muitos dias. Parecia um dilúvio! As águas subiram, inundando tudo. Muitos dos animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro. Dentro de sua carapaça estava totalmente protegido! Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça. Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático e querido por todos. 

Desconhecido. http://metaforas.com.br/o-caracol-invejoso

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O Filhote de Cervo e sua Mãe

Imagem retirada do Google.
Certa vez um jovem cervo conversava com sua mãe:
- Mãe você é maior que um lobo, é também mais veloz, por que então você os teme tanto?
A mãe amargamente sorriu e disse:
- Tudo que você falou é verdade meu filho, mesmo assim quando eu escuto um simples latido de lobo, me sinto fraca e só penso em correr o mais que puder.
Esopo
Para a maioria das pessoas, é mais cômodo conviver com seus medos e fraquezas,
mesmo sabendo que podem superá-los.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Urso e as Abelhas

Um urso topou com uma arvore caída que servia de depósito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame inteiro sair atrás dele. 

Imagens retiradas do Google.
O urso fugiu a toda a velocidade e só se salvou porque mergulhou de cabeça num lago.
Moral: Mais vale suportar um só ferimento em silêncio
que perder o controle e acabar todo machucado.
Esopo
http://metaforas.com.br/o-urso-e-as-abelhas

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O astrônomo

http://beckypennart.deviantart.com/
Um astrônomo gostava de fazer passeios noturnos para olhar as estrelas. Certa vez ia tão distraído que caiu num poço. Enquanto tentava sair, seus gritos de socorro atraíram a atenção de um homem que passava. Ao ser informado do que havia acontecido, o homem riu e disse: - Meu bom amigo, tanto o senhor se esforçou para olhar o céu que não lembrou de olhar o que tem debaixo dos pés! Moral: É fácil deixar de ver o óbvio.
 Esopo. 
http://metaforas.com.br/o-astronomo

sábado, 3 de janeiro de 2015

O Riacho

Pintura retirada do Google.
Um riacho da montanha, esquecendo-se de que devia sua água à chuva e a pequenos córregos, resolveu crescer até ficar do tamanho de um rio.
Pôs-se então a atirar-se violentamente de encontro às suas margens, arrancando terra e pedras a fim de alargar seu leito.
Mas quando a chuva acabou a água diminuiu. O pobre riacho viu-se preso entre as pedras que arrancara de suas margens e foi forçado a, com grande esforço, encontrar outro caminho para descer até o vale.
Moral: Quem tudo quer tudo perde. 
Leonardo da Vinci